domingo, 29 de abril de 2018

Sobre a livre negociação entre burguês e proletário

  1. No desenho “Família Dinossauro” temos uma situação representativa da realidade?
  2. O personagem Dino tem condições de pressionar o seu patrão para obter aumento salarial? Por quê?
  3. Por que o patrão do Dino não lhe dá o aumento salarial solicitado, mesmo não sabendo de quanto seria?
  4. Observando a realidade brasileira atual, a situação do trabalhador seria melhor ou pior se não houvesse leis que lhe garante alguns direitos, tais como salário mínimo, férias, carga-horária de até 8 horas/dia, etc?
  5. As condições de patrões e empregados em momento de acordos trabalhistas são as mesmas? Por quê?
  6. Como garantir condições minimamente iguais patrões e empregados em momento de acordos trabalhistas?
  7. Se dependesse apenas do patrão, sem nenhuma lei regulando as relações sociais, o patrão faria a mesma coisa que fez o patrão do Dino? Por quê?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Força de trabalho Modo de produção-Mais valia

A força de trabalho, como o conjunto das capacidades físicas e intelectuais, que o homem emprega no processo da produção dos bens materiais, é um elemento necessário para a produção em qualquer forma de sociedade. Entretanto, somente sob o capitalismo a força de trabalho transforma-se em mercadoria.
O capitalismo é a produção mercantil no seu mais alto estado de desenvolvimento, quando também a força de trabalho torna-se mercadoria. Com a transformação da força de trabalho em mercadoria, a produção mercantil assume um caráter universal. A principal característica da produção capitalista é a exploração do trabalho assalariado, e a contratação do operário pelo capitalista não é senão a compra e venda da mercadoria força de trabalho: o operário vende sua força de trabalho e o capitalista compra-a.

Assim como tudo no capitalismo, a força de trabalho também se transforma em mercadoria
Contratando o operário, o capitalista recebe por determinado prazo sua força de trabalho e dela dispõe plenamente. O capitalista aplica esta força de trabalho no processo de produção, no qual se opera o crescimento do capital.
Do mesmo modo que qualquer outra mercadoria, a força de trabalho é vendida por determinado preço, à base do qual está o seu valor. Mas qual é esse valor?
Para que o operário se mantenha capaz de trabalhar, ele necessita satisfazer suas necessidades de alimentação, roupa, calçado, habitação, etc. A satisfação dessas exigências vitalmente necessárias significa a reposição da energia vital que ele despendeu – muscular, nervosa, cerebral – , ou seja, o restabelecimento de sua capacidade de trabalho. Além disso, porém, o capital necessita de uma torrente ininterrupta de subsistir, ele próprio, como de manter sua família. Isto garante a reprodução, isto é, a permanente renovação da força de trabalho.
Por fim, o capital necessita não apenas de trabalhadores sem qualificação, mas também dos operários qualificados, que saibam lidar com máquinas complexas, e esta qualificação requer determinados gastos de trabalho para a instrução. Por isto, os gastos com a produção e a reprodução da força de trabalho incluem também certo mínimo de dispêndios para a instrução das novas gerações da classe operária.
De tudo isto decorre que o valor da força de trabalho como mercadoria é igual ao valor dos meios de existência necessários à manutenção do operário e de sua família.
“O valor da força de trabalho, como o de qualquer outra mercadoria, é determinado pelo tempo de trabalho necessário à sua produção e, consequentemente, também à reprodução deste objeto especial de comércio.” [1]
No processo de desenvolvimento histórico da sociedade, modificam-se tanto o nível das necessidades habituais do operário, como os meios de satisfação destas necessidades. Em diferentes países, o nível das necessidades habituais do operário não é o mesmo. As particularidades do caminho histórico percorrido por um determinado país e as condições em que se tenha formado a classe dos operários assalariados determinam em grande medida e o caráter de suas necessidades. As condições climáticas e outras condições naturais também exercem certa influencia sobre o consumo do operário em alimentos, roupa e habitação. Na composição do valor da força de trabalho não entram apenas o valor dos objetos de consumo necessário ao restabelecimento das forças físicas do homem, mas também as despesas para a satisfação de determinadas necessidades culturais do operário e de sua família, necessidades que decorrem das condições sociais em que vivem e são educados os operários (instrução das crianças, compra de jornais, livros, cinema, teatro, etc).
Os capitalistas, onde quer que seja, empenham-se em restringir as condições materiais e culturais de vida da classe operária ao mais baixo nível, ao mesmo tempo em que os operários oferecem resistência a estas tentativas dos empresários e travam uma luta tenaz pela elevação do seu nível de vida.
Pondo mãos à obra, o capitalista compra tudo o que é necessário à produção: instalações, máquinas, equipamentos, matérias-primas, combustíveis. Em seguida, ele contrata os operários e tem início na empresa o processo de produção. Quando a mercadoria está fabricada, o capitalismo vende-a. O valor de uma mercadoria pronta inclui: em primeiro lugar, o valor dos meios de produção que foram gastos – matérias-primas reelaboradas, combustível utilizado, determinada parte do valor das instalações, máquinas e equipamentos; em segundo lugar, o novo valor criado pelo trabalho dos operários daquela empresa. Então, que representa esse novo valor?
O modo de produção capitalista pressupõe um nível relativamente alto da produtividade do trabalho, no qual, para criar um valor igual ao valor de sua força de trabalho, o operário não precisa mais do que uma parte da jornada de trabalho. Suponhamos que uma hora de trabalho simples médio crie um valor igual a $1 (um dólar) e que o valor diário da força de trabalho seja igual a $4 (quatro dólares). Nesse caso, para repor o valor diário de sua força de trabalho o operário deve trabalhar durante 4 horas. Ora, o capitalista comprou a força de trabalho para todo o dia e obriga o proletário a trabalhar não apenas 4 horas e sim durante todo o dia de trabalho, que é, admitamos, de 8 horas. Nessas 8 horas, o operário cria um valor igual a 8 dólares, ao passo que o valor de sua força de trabalho é de 4 dólares.
Vemos, agora, em que consiste o valor de uso específico da mercadoria força de trabalho para o comprador desta mercadoria – o capitalista. Comprando a força de trabalho, o capitalista coloca à sua disposição a capacidade do operário para o trabalho. O capitalista utiliza a força de trabalho por ele comprada no processo de trabalho, que é, ao mesmo tempo, o processo de criação do valor. Portanto, o valor de uso da mercadoria força de trabalho é a sua propriedade de ser fonte de valor, e de um valor maior do que aquele que ela própria possui.
Fonte:http://coletivolute.org/2017/05/a-forca-de-trabalho-como-mercadoria.html

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Mais Valia Quadrinhos



SAMBA DA MAIS-VALIA


1.    Síntese de muitas determinações
A realidade social é feita de contradições
Mas a árvore não pode esconder o arvoredo
Vem um grande analista e revela o segredo
Da acumulação de capital


É mais valia pra cá
É mais valia pra lá
Capitalismo é selvagem e global
É mais valia pra cá
         É mais valia pra lá
Tempo roubado do trabalho social
Mercadoria é alienação
Trabalho e salário, a danação
A grana diz: trabalho sozinha
A fórmula é d –m - d’


2.      Síntese de muitas determinações
      a realidade brasileira é feita de contradições
      Mas o grande analista indicou o caminho
      Ninguém pode vencer esta luta sozinho
      É luta de classe e exploração

     Tem a novela, meu bem,
     E tem a Xuxa também
     Pro demitido tem no Jornal Nacional
     Tem desemprego, meu bem,
      E tem a dengue também
      Desigualdade e tortura federal
      No Brasil tudo foi ti-ti-ti
      Todo mundo pensando do Gianotti à Chauí
      Mas agora é hora de transformação
      O Carnaval traz nossa revolução

3.    Síntese de muitas determinações
A realidade social é feita de contradições
Mas a árvore não pode esconder o arvoredo
Vem o grande analista e revela o segredo
Da acumulação de capital


O Manifesto falou,
O comunista escutou
Tem que seguir o movimento popular
O grande mestre mostrou
A grande escola ensinou
De ver o samba no pé se revoltar
Lá no Rio, os herdeiros da filosofia
Descobriram o pandeiro e a cuíca vazia
Mas agora é hora de transformação
O Carnaval  traz nossa revolução

domingo, 15 de abril de 2018

Trabalho: essência humana ou mercadoria?

Neste vídeo vamos discutir o que é trabalho, qual a diferença entre trabalho e emprego. Entretanto, há um "pequeno grande" problema que devemos considerar: o vídeo utiliza a palavra "homem" como sinônimo de humanidade. Esse é um equívoco bastante comum e que não pode passar sem ressalvas. Quando forem se referir a contextos que envolvem homens e mulheres, especifiquem o sexo/gênero,  nunca tomando o masculino como referencial, ok?